sábado, 15 de outubro de 2011

É você

É duro parecer que está tudo bem quando você me ataca com gestos e palavras que não são para mim. E quando demonstro não estar bem, você me pede pra não ficar desse jeito. Tenta, ao meu parecer, me confortar com poucas palavras, e tenta saber o motivo da minha dor. Eu nunca falo.
Me diz, como eu falo para o causador da minha dor, que é ele o problema?
Você tenta me confortar, mas suas palavras me atacam como facadas na boca do estômago. Não não, facadas no estômago inteiro.
E eu até que gosto de sofrer um pouco.
Me apego ás suas palavras e viro a página, só esperando seu próximo ataque.

Não sei lidar

Sai daqui, sai de mim.
Esquece tudo que falei, esquece o pouco que te dei.
Apaga seu histórico, apaga suas mensagens.
Vou trocar de edredom, vou trocar de atitude.
Eu vou apagar você de mim, vou jogar fora o que imprimi.
Vou engolir o choro que trás seu gosto, e vou sair de fininho.
Você nem vai perceber, nem vai ter importância.
Nunca teve.
Fingirei que tudo não passou de um sonho bom, é foi bom.
Mas eu sempre soube que isso acabaria mal, não é novidade.
Não sei se é um dom seu, mas parabéns.
Depois de muito tempo, você me mostrou sentimentos que eu havia perdido dentro de mim.
Vou guardar todas as risadas e os beijos num lugar bem quentinho, mas vou envolvê-los com um vidro blindado, pra não correr o risco de tê-los de novo.
Não quero cometer o mesmo erro.
A lágrima que está me impedindo de ver o teclado agora, vou secar antes dela cair.
Não quero dizer que derramei lágrima alguma por você.
Não por você.
Vou cobrir a marca que você deixou em mim, e fingir que aquela manchinha surgiu acidentalmente.
E quando eu lembrar dos seus afagos, e dos meus dedos percorrendo seu cabelo, eu vou me focar em outra coisa.
É o que tem me feito bem, mas é quem mais está me machucando.
E eu não sei lidar. Não mais.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Círculos

Eu disse que dessa vez não desistiria, mas estou andando em círculos. Estou vendo as mesmas coisas que vi na última vez; Estou sentindo aquele nervoso de mim e de você. De novo. E não vai mudar.
Vai ser assim: Eu vou cair, você vai me segurar por uns dias, vai me soltar e vai me esquecer. E eu vou querer cair de novo, não vou ligar se você quiser me soltar, só vou querer um pouco do que sobrou. A minha situação vai melhorar, vou te esquecer, vou te odiar, e então vou te ver casualmente em algum lugar. E isso vai se repetir sucessivamente.
Eu já estava pensando em largar, quando uma oportunidade surgiu. Você me fez rir, como sempre. Foi o bastante para me segurar e eu desistir de desistir.
Ouvi seu nome e referências suas várias vezes durante a noite, e tentava não demonstrar o quanto eu queria você por perto. Não percebi que estava andando sem direção, com meus pensamentos em você e em como seria se você estivesse naquele momento comigo, quando seu amigo correu até mim e perguntou o que eu tinha. Nem eu mesma havia percebido quão desligada estava.
Eu sabia que iria ser assim, mas não que você iria desistir logo como da última vez. Vai demorar pra você ouvir falar de mim e comigo, não quero mais. Vai ser torturante, vou sentir falta do sentimento que você me traz. O sorriso bobo que não sentia há tempos, as risadas sem motivo, aquela sensação de parecer uma menina de 12 de novo.
Mas esse sentimento de culpa e raiva, mesmo sabendo como iria ser o final, está me consumindo e você não vale tudo isso.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Caixa de mim

Aquela caixa com estampa preto e branco guarda a melhor época da minha vida; Cheia de cores.
Caixa que não ouso abrir.
Eu sinto como se ela fosse responsável pelo os meus sentimentos; Como se eu tivesse os jogado lá e guardado em um canto, junto com as fotos, cartas e relíquias. Diferente das coisas que estão lá dentro, eles não estão organizados.
Os assuntos mal resolvidos? Também os joguei lá dentro e tranquei com um cadeado.
Ando com a chave para cima e para baixo, só falta a coragem para abrir a caixa e arrumá-los.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Peraí

Deixei as palavras-chave soltas por aí. Não estou conseguindo escrever o que quero. Por enquanto, deixo a outra aba do blog aberta, para quando eu quiser vomitar aquelas palavras que vão doer em mim e em você. Tudo bem se as frases de efeito acumularem, amanhã já é sexta-feira e depois temos um mês inteiro pela frente. Será só o começo da tortura; Ou não.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

I don't want you, but i need you.

Então é isso. Todos os dias você me leva para casa, e antes de chegarmos no meu portão, me pergunto se vai ser um daqueles dias em que a despedida não é rápida. Finjo que não sei qual é a chave correta da minha casa enquanto penso em algum assunto para esticar a noite; assim como também evito olhar nos seus olhos em noites como essas.
Quando falo "em noites como essas", estou me referindo das noites difíceis. Como foi a noite de hoje: subida silenciosa e distante. Fico medindo meus passos, gestos e falas para não me arrepender, caso eu dê um passo em falso. Mas você vai embora e eu me arrependo do mesmo jeito.
Claro que não posso esquecer das noites maleáveis em que subimos super falantes, rindo de coisas idiotas, compartilhando coisas banais - ás vezes nem tão banais assim, e juntos. Essas noites são as minhas preferidas. Mas elas são um truque, porque são essas noites que me deixam pior. Fico me perguntando o que estou fazendo de errado com você, ou se é certo continuar fingindo que é só isso mesmo.
Me sinto mal quando estamos na pior e me sinto mal quando estamos bem.
O que vai restar de mim? Lembrando que eu já sou o que restou de mim.
Mas tu nunca vai me entender, seu coração fala mais alto, e mesmo que você negue, não vai me entender. Não estou te culpando. Isso nunca! Só estou dizendo que, não importa o que eu faça, nunca vai ser o suficiente pra você, como nunca vai ser para mim.
Sabe o que aconteceu? Você me enxergou assim que eu cheguei, e eu demorei pra te ver e te entender.

E enquanto deito minha cabeça no seu ombro, lembro de como você é bom pra mim; lembro dos nossos dias juntos também. E me pergunto se posso quebrar de leve a minha promessa, mas logo brigo comigo por ter pensado nisso. Aí você se/me pergunta: "- Por quê faz isso?", mesmo já sabendo minha resposta. Que aliás, não sei se estou me tornando previsível, ou você que me conhece tão bem assim.
Então eu prefiro te abraçar e me sentir bem com isso. Tão bem que eu poderia ficar horas envolvida nos seus braços e, simplesmente, dormir no seu ombro.

" - Não quero te largar. (..)
- Você é besta...Você promete as coisas e fica triste depois.
-Tenho que entrar. "

Quando eu falo isso, é quando eu menos quero entrar. A não ser que, ficar parada do lado de dentro do portão, pensando no que deveria ter feito, não signifique nada.